tentamos entender essa pessoa que não atende aos requisitos que planejamos, continuamos sem saber como ou em que ponto coincidimos.

Por: Jasmim Lizárraga

13 de novembro, 2017

“Entre o desejo e a realidade há um ponto de intersecção, o amor”

Octavio Paz

às vezes são tantas as vontades que temos de nos apaixonar, que quando esse desejo começa a se tornar real e se despertam sentimentos por alguém, é comum que apareça a dúvida. Nos perguntamos se não será apenas uma paixão, se nos é a vontade de querer, se será a pessoa certa, enfim, coisas e ações que nos fazem acreditar que o que sentimos não é real. Parece tão repentino e fácil que possivelmente o soltamos e nos boicotamos mais uma vez. Às vezes pensamos que é melhor desistir de medos ou inseguranças, porque é mais fácil recusar o amor e culpar a sorte, do que nos entregar a um relacionamento e nos expor a ser feridos.

a ideia de ser capaz de lutar pelo amor mesmo na situação mais assustadora soa como romance puro, muito diferente de pensar que o tempo chega e escolhemos simplesmente quem está. É a pergunta de sempre: amamos amamos a pessoa ou são as circunstâncias? Ou talvez o amor se revele com essa disposição, como um véu que cai e nos devolve a visão no momento em que soltamos amarras. Sem esperar, o amor aparece quase magicamente.

talvez seja cedo para usar a palavra amor. Não nos assustemos, digamos que hoje a palavra “amor” é sinônimo dessa capacidade de ver o outro, de apreciá-lo sem qualificá-lo. Por isso ficamos sem fala diante de sua presença, e observamos sem cansaço o desejo tornado realidade, como se quiséssemos decifrá-lo. Mas a mente fica vazia, tentamos entender aquela pessoa que não atende aos requisitos que planejamos, continuamos sem saber como ou em que ponto coincidimos.

então há um sentimento estranho que toma conta de nós e nos faz sentir como tolos, absurdos que perderam o controle de si mesmos. Percebemos que se apaixonar não muda muito ao longo dos anos: nossa pele reage com sua presença, com sua força e doçura, com seu toque. E então outra dúvida atravessa a mente: somos merecedores do amor?, seguirán eles continuarão a nos amar depois de conhecer nossos vícios, nossas contradições?, se serão “espantados” com nossos defeitos, nossas feridas e nosso passado?

é provável que de tanto pensar estejamos complicando ainda mais, e que todas as afirmações que fazemos sejam interrogantes, suspeitas que provêm de uma observação feita pela metade. Essa pessoa— como todos-quer amar e ser amada; mas os obstáculos são colocados por nós. E certamente você se encontra pensando em algo semelhante, se perguntando se será correspondido, se eles estão procurando a mesma coisa, se você deve arriscar tudo ou se aposentar.

no final, não se trata do outro, mas da nossa capacidade de ver o extraordinário naquele outro; a magia inexplicável que sem dúvida chega no momento exato, quando estamos prontos, e isso é motivo de alegria, de celebrar o que sentimos. Não tenha medo do amor, procure-o e, acima de tudo, não fique com alguém só porque a vida e as circunstâncias o colocaram em seu caminho. Procure em outro lugar, porque certamente existe alguém que realmente merece seu amor.

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se você já encontrou o yin do seu yang, recomendamos seguir estas dicas para que seu relacionamento não se torne tóxico. E se você já está em um relacionamento e suspeita que é hora de terminá-lo, leia o seguinte artigo que lhe dirá se seu relacionamento tem remédio ou é hora de embarcar no vôo.

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